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Digitalização em 3D ajuda a Saab a planejar sua fábrica no Brasil

 

Estamos nos aproximando rapidamente do início das operações de produção na Saab Aeronáutica Montagens (SAM). Em pouco mais de um ano, a produção estará em plena operação, quando cerca de 60 pessoas, incluindo operadores, gerencia, equipe de almoxarifado e engenheiros estarão fabricando peças para os caças Gripen E/F brasileiros. Graças aos modelos de digitalização 3D e CATIA, agora é possível visitar a fábrica localizada na região Metropolitana de São Paulo usando óculos de realidade virtual (VR).

“O objetivo era dar às pessoas uma ideia de quanto espaço alocamos para os pacotes de trabalho atuais e verificar se o layout permite que nossos operadores se movam adequadamente ao redor das estações de trabalho (trolleys). Estamos fazendo isso para garantir que não iremos construir a fábrica inadequada. A fábrica virtual será usada como base para a tomada de decisões antes que o layout seja finalizado”, explicou Ola Rosén, engenheiro de montagem da Saab e gerente de projetos da SAM.

Colaboração com a Universidade Chalmers

“Realizamos um estudo de viabilidade em conjunto com a Universidade Chalmers. Eles têm um projeto chamado SUMIT, no qual trabalham com digitalização, layout e planejamento, usando ferramentas 3D. Começamos a trabalhar nisso com a Chalmers pouco antes do Natal, em 2018. A Chalmers 3D digitalizou todo o piso da oficina que, em seguida, foi integrado ao layout, criado no CATIA. Agora, podemos ver uma combinação do verdadeiro ambiente da oficina, incluindo paredes e pisos, juntamente com os nossos modelos de gabaritos e ferramentas do CATIA, que parecem animados”, comentou Ola.

Próximos passos

“Vamos analisar como podemos desenvolvê-lo melhor. Nosso plano é analisar se podemos mover as coisas a partir de um layout aproximado para, em seguida, planejar com mais detalhes como torná-lo viável na fábrica. Simplificando, vamos simular como o local pode ser usado da melhor maneira possível. Isso nos permite mostrar o nosso layout aos operadores aqui na Suécia para que eles possam ver com os próprios olhos e nos dar um feedback”, concluiu Ola.